Operador tucano fez depósitos em contas na Suíça; Fraudes afetam fundos de pensão de 200 cidades.

Investigações do Ministério Público da Suíça mostram que o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, empresa rodoviária do Estado de São Paulo, fez uma série de movimentações...

Investigações do Ministério Público da Suíça mostram que o engenheiro Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa, empresa rodoviária do Estado de São Paulo, fez uma série de movimentações em quatro contas na Suíça, entre 2007 e 2009.

A Folha de S.Paulo enfatiza que, nesse período, o tucano José Serra era o governador do Estado. Segundo o jornal, as movimentações feitas por Paulo Vieira, conhecido como Paulo Preto, somavam US$ 34,4 milhões no ano passado.

Documentos reunidos pelas autoridades suíças também informam que as contas no país foram abertas 43 dias após a nomeação de Paulo Preto na diretoria da Dersa. “Suíça vê série de depósitos a operador na gestão de Serra”, afirma a manchete da Folha.

Na sua manchete, o Estado de S.Paulo destaca que os fundos de pensões de até 200 cidades podem ter sofrido fraudes. Com um patrimônio aproximado de R$ 254 bilhões, os fundos possuem cerca de R$ 140 bilhões investidos em renda fixa, alvo das fraudes.

As apurações apontam que pelo menos R$ 15 bilhões dos investimentos em renda fixa estão aplicados em títulos sem valor. No caso de Uberlândia (MG), por exemplo, estima-se que 50% das reservas foram desviadas. “Fraudes afetam fundos de pensão de até 200 cidades”, revela o título principal do Estadão.

O Globo mostra que uma nova lei, sancionada pelo presidente Michel Temer em novembro de 2017, já transferiu mil investigações da Justiça comum para a Justiça Militar.

Segundo o matutino, entidades de direitos humanos temem que a mudança dos processos cause blindagem dos acusados e impunidade. No entanto, promotores e juízes militares garantem que não haverá proteção.

Decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) ainda podem mudar o rumo de processos que tratam de tortura e outros crimes cometidos por militares no exercício da função. “Nova lei tira da Justiça comum mil ações sobre militares”, sublinha a manchete do Globo.

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