PT já trabalha nome de Fernando Haddad como ‘plano B’ a Lula

Apesar do discurso oficial e do lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula, caciques petistas já trabalham o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como “plano B” para a...
Brasil, Brasília, DF. 09/08/2010. O ministro da Educação, Fernando Haddad, durante reunião de avaliação Trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) 2007/2010, na sede da CAPES, em Brasília. - Crédito:ANDRE DUSEK/AGÊNCIA ESTADO/AE/Código imagem:67714
Brasil, Brasília, DF. 09/08/2010. O ministro da Educação, Fernando Haddad, durante reunião de avaliação Trienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) 2007/2010, na sede da CAPES, em Brasília. - Crédito:ANDRE DUSEK/AGÊNCIA ESTADO/AE/Código imagem:67714

Apesar do discurso oficial e do lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Lula, caciques petistas já trabalham o nome do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como “plano B” para a disputa pela Presidência da República, informa o repórter Nilson Klava, da GloboNews.

A estratégia é desenvolver o “projeto Haddad” discretamente, depois da condenação de Lula ter sido confirmada pela unanimidade pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

De forma reservada, integrantes do PT consideram praticamente nula a chance de o ex-presidente ser candidato. Isso porque, com a unanimidade da condenação, as possibilidades de Lula recorrer foram limitadas aos chamados embargos de declaração, que não permitem reverter a condenação no TRF-4.

O ex-presidente ainda pode, porém, recorrer ao STJ e ao STF, com um pedido de efeito suspensivo.

Diante do cenário de condenação, a estratégia de petistas é manter a candidatura de Lula até o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impedir o ex-presidente de disputar o Planalto novamente, como preveem ministros da Corte.

Com isso, integrantes do partido esperam “radicalizar” o discurso, tendo Lula à frente da campanha, angariando o maior apoio possível.

A estratégia para tentar levar o ex-prefeito de São Paulo para o segundo turno da eleição já começa agora.

“O que vai acontecer com Haddad é a sutileza da aparição. Ele sempre estará ao lado de Lula no palanque. O ex-presidente já o colocou como coordenador do programa de governo dele e vem focando os seus discursos na educação justamente para começar a apresentar Haddad ao eleitor”, diz um interlocutor petista.

Jaques Wagner

Outro nome que chegou a ser cogitado no partido foi o de Jaques Wagner. O ex-ministro da Casa Civil, atual secretário do governo da Bahia, deu sinais de que não vai arriscar a possibilidade de ficar se mandato, devendo, assim, se candidatar ao Legislativo.

“O cercado do Jaques Wagner é a Bahia. Ele quer reeleger Rui Costa governador e garantir a sua cadeira no Senado”, afirmou um aliado.

Apesar de toda a estratégia já articulada nos bastidores, oficialmente o PT nega qualquer nome alternativo a Lula. Teme esvaziar o nome do presidente antes do tempo.

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