Em conversa com Carmen Lúcia, Marconi Perillo diz que governo federal ‘joga nas costas’ dos estados crise da segurança

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), telefonou nesta quarta-feira (3) para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e agradeceu a inciativa da ministra de pedir...
12-06-2012 - Brasília - Brasil - O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), presta depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira. Foto: Wilson Dias/ABr

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), telefonou nesta quarta-feira (3) para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e agradeceu a inciativa da ministra de pedir uma inspeção imediata no presídio de Aparecida de Goiânia após rebelião no último dia 1º que deixou 9 mortos e 99 presos foragidos.

A ministra também pediu ao Tribunal de Justiça de Goiás um relatório sobre as condições do presídio e dos presos.

Segundo o blog apurou, o governador criticou na conversa a divulgação na tarde desta quarta de dados do Ministério da Justiça a respeito de recursos do Fundo Penitenciário Nacional para construir ou ampliar o sistema prisional no Estado de Goiás. Procurados pela reportagem, fontes do STF e o próprio governador confirmaram as críticas.

O governador contestou os dados divulgados, e disse que “só 0,5%” do que o Executivo repassou ao Estado em 2017 corresponde ao que foi gasto com segurança pública.

“É muito bonito jogar nas costas dos governadores a crise da segurança pública. O que eu disse à ministra foi que não dá para os estados resolverem sozinhos a crise. O governo federal precisa ajudar. Não adianta dizer que repassou dinheiro como se isso significasse que faremos uma obra amanhã. Precisa de planejamento. E isso não tem no Brasil hoje”, afirmou o governador.

Marconi Perillo pediu à ministra duas reuniões: uma com o Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e Ministério Público de Goiás para discutir a situação do Estado; outra, com urgência, entre governadores e o Ministério da Justiça para discutir a segurança pública no país.

“A ministra é a presidente do Conselho Nacional de Justiça. O governo federal passa a ideia de que somos responsáveis pelo caos. Mas, por exemplo, no caso de crimes transnacionais cometidos por presos, a responsabilidade é da União.”

Segundo informações de fontes do STF, a ministra poderá ir a Goias na semana que vem.

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